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TEMA:
Como aconteceu a colonização de Ijuí?
Componentes do grupo:
Maiara Braz
Marina Ustra
Michele Weller
Ana Bueno
Turma: 412
Professoras: Vera Frantz e Noemi Huth
Professoras Parceiras: Neiva Anelise, Ana Luiza, Gizelda.
Certezas provisórias:
* As etnias vieram para colonizar;
* O primeiro morador da colônia Ijuí foi Simão Hickembick;
* Ijuí era distrito de Cruz Alta;
* A data de fundação da colonia que foi em 12 de outubro de 1889;
* Sabemos que a agricultura e o comércio foram os principais meios de sobrevivência.
Dúvidas temporárias:
Þ Quem foram os Primeiros habitantes da colônia Ijuí;
Þ Por que aconteceu a colonização?
Þ Como viviam os primeiros habitantes?
Þ Como vieram?
Þ Como a colonização influencia no desenvolvimento hoje?
Þ Quais outras formas de trabalho dos primeiros habitantes?
Þ Como eram as primeiras escolas? Os métodos de aprendizagem?
Þ Como que se formaram os distritos?
Etnias (diversidade cultural)

A primeira leva de colonos alemães chegou ao Rio Grande do Sul em 1824, tendo desembarcado, em 25 de julho, na colônia de São Leopoldo (antiga Real Feitoria de Linho Cânhamo).
Enquanto que nas colônias particulares predominavam grupos de uma mesma etnia, nas oficiais havia a preocupação de misturar elementos de diferentes origens. Isto foi feito, por exemplo, em Ijuí, que desde sua criação recebeu colonos das mais variadas procedências.
Encravado numa das regiões mais férteis do Rio Grande do Sul, o Município de Ijuí foi o primeiro projeto de colonização da república. Em 1890 era habitado principalmente por três diferentes grupos de imigrantes: Poloneses, Alemães e Italianos. As peculiaridades do Município atraíram novas correntes migratórias, entre elas os Letos, Portugueses, Austríacos, Afro-brasileiros, Suecos, Espanhóis, Árabes e Holandeses.

As várias etnias que colonizaram o município de Ijuí

Mapa do Rio Grande do Sul com a localização do município de Ijuí
(criado em 11/02/1912)
Mapa Conceitual 1ª versão

Colonização do Rio Grande por Estratégia Militar:
Os militares tinham muito peso político na província do Rio Grande, que vivia sob guerras quase permanentemente, por ocupar uma posição geopolítica importante no Brasil. O latifúndio não era estrategicamente interessante, por se tratar de muita terra ocupada por poucos habitantes. Como as áreas ocupadas serviam mais para abastecimento e pastagens, as ocupações de terra só preocupavam quando os interesses de Maragatos e Pica-Paus, federalistas e republicanos respectivamente, geravam conflitos armados.
As terras, antes da Lei de Terras de 1850, já eram vendidas pelos administradores locais. Este expediente, de compra, era mais fácil do que requerer as terras sob a forma de sesmarias, que demandava um lento processo burocrático até a concessão real. Os chefes militares vendiam terras por preço baixo, burlando o controle legal . “Em torno de 1850, as áreas de campo nativo estavam praticamente todas apropriadas (...)” Segundo o representante da Câmara de Cruz Alta, região de ocupação tardia, “(...) Informava-se que não havia mais campos nativos disponíveis.” Os proprietários procuravam difundir a idéia de que todas as terras do Rio Grande do Sul que não fossem as florestas do Alto Uruguai, estavam já ocupadas.
Temendo a fragilidade da região perante os outros países da fronteira, as autoridades portuguesas incentivaram a vinda dos primeiros colonos imigrantes ao Rio Grande do Sul: os açorianos. Estes vieram plantar trigo, para abastecimento interno, assim como no século XIX o fariam os imigrantes alemães e italianos. Claramente havia uma política de imigração, para a ocupação produtiva do território.
A instalação da agricultura enfrentou alguns problemas tais como os interesses dos latifundiários, que concordavam com a colonização desde que esta não passasse pelas estâncias pastoris, seus domínios. Além disso, o transporte era muito dificultado pela falta de estradas e o impedimento de se passar por propriedades privadas, e também por terem ocorrido muitas pragas que afetaram as lavouras.
Para Zarth, a Câmara de Cruz Alta insistiu constantemente para que o governo enviasse colonos para as matas do município, fato que aconteceu somente em 1890, com aplausos dos cruz-altenses.Os lavradores nacionais acabaram vendendo suas terras aos colonos, e disputaram as regiões de matas com os índios; plantavam lavoura de subsistência e erva-mate. Desde 1835, os ervais eram públicos e lá trabalhavam milhares de pequenos agricultores. Após a Lei de Terras, a privatização dos ervais por parte de uma elite intensificou os conflitos.
“No final do século XIX (...) os especuladores passaram a se apropriar das terras florestais virgens para loteá-las aos colonos imigrantes, tal qual já ocorrera nas regiões de colonização mais antiga. Em 1900, o Engenheiro Augusto Pestana, chefe da comissão de verificação de posses da colônia de Ijuhy, informava que uma empresa pretendia se apropriar de uma área de terras públicas utilizando-se de pretensos posseiros, que habitavam as matas reivindicadas.”O expediente consistia em “comprar” a posse de lavradores que diziam morar no local desde antes da Lei de Terras, mas que não possuíam registro da área. Desta forma, era muito fácil expulsar os moradores locais das terras, pois a lei garantia os direitos aos que as comprassem.
A colonização das terras pelos imigrantes foi predominantemente particular. As terras eram vendidas por especuladores, que, no entanto, tinham subsídio do Governo. As terras custavam muito pouco e muitas delas foram apossadas antes da Lei de Terras pelos comerciantes. “Cada colônia oficial era uma espécie de pólo, ao redor do qual eram instalados os empreendimentos privados utilizando-se da infra-estrutura criada e do mercado gerado pela colônia estatal.(...) A colonização particular era um bom negócio para empresários de terras(...) era uma forma de valorizar as terras dos grandes proprietários(...)”. Se os governantes também eram grandes proprietários, a colonização interessava no âmbito individual aos políticos. As terras aumentaram de preço com a imigração. Portanto, o incentivo à imigração também era uma estratégia de valorização das mesmas. Para Zarth, os imigrantes europeus não migraram para substituir escravos, e sim para ocupar terras como camponeses absolutamente independentes, com uma estrutura produtiva e de circulação organizada e planejada pelas companhias de colonização ou pelo Estado.
O objetivo da colonização do Rio Grande do Sul desde o século XVII foi predominantemente geopolítico. A única riqueza que se encontrava entre a floresta do noroeste era a erva-mate, que não propiciava o adensamento populacional desejável, em termos militares; os indígenas não representavam quase nada em termos de densidade demográfica, e não atendiam aos interesses militares, para as autoridades.
Os índios Kaingang que habitavam as matas do noroeste apavoravam os brancos. A literatura regional conta que “seqüestravam, matavam e incendiavam”. As reações do governo foram de dois tipos: catequização e presentes, ou morte. A primeira opção mostrou-se mais eficaz, pois recebendo presentes, os índios “voltavam para as matas, quando atacados, reapareciam mais hostis em outros locais.” Sem dúvida, os índios foram os que mais sofreram com a colonização do Rio Grande do Sul e, por que não dizer, de todo o Brasil. Foram confinados em reservas, muitas vezes com grupos étnicos rivais. Destas, as principais foram Guarita e Nonohay (ou Nonoai), ambas no noroeste do Rio Grande do Sul.
Para garantir a segurança do território, antes da imigração, foi instalada uma colônia militar no Alto Uruguai em 1879, que acabou fracassada pela falta de infra-estrutura. “Somente em 1890, quando uma ferrovia estava em construção, aí foram fundadas as primeiras colônias de imigrantes nas florestas do noroeste, nas proximidades da fronteira, por iniciativa do Governo Republicano.
Caminho aberto pela Picada Conceição
Na metade do século passado, Cruz Alta e Santo Angelo eram duas vilas cercadas de mato por todos os lados. Ir de uma cidade à outra exigia paciência e tempo, uma vez que não existia estrada que as ligassem em linha reta. Para cumprir este papel e encurtar a distância em cerca de 60 quilômetros, o governo da Província decidiu construir uma picada com 12 quilômetros de extensão. A abertura da estrada trouxe o desenvolvimento. Ali Ijuí começava a abrir o caminho para a colonização.
A tarefa de abrir a Picada Conceição coube a José Gabriel da Silva Lima, que iniciou o trabalho por volta de 1848. Como pagamento pelas obras e manutenção da "via expressa". por onde só passavam cavalos, recebeu duas léguas de terra. Demarcado ao longo da picada, o lote de Silva Lima não poderia estar em melhor lugar. Percebendo esta vantagem, o agrimensor tratou de fundar uma colônia particular.
Em 1887, o primeiro morador da Picada Conceição instalava-se com a mulher e cinco filhos em dois lotes. Natural da Alsácia-Lorena (região da França anexada à Alemanha e depois devolvida à França), Simão Hickenbick e sua família permaneceram isolados por cerca de três anos. Os lotes da Picada Conceição caíram como uma luva para o administrador da Comissão de Terras e Colonização da colônia Silveira Martins, José Manuel da Siqueira Couto. Criado em 1881, o povoado não possuía mais espaço para acomodar os colonos que não paravam de chegar.
Mostrando a viabilidade de seu empreendimento, Silva Lima atraiu essas famílias, que se tomaram os novos vizinhos de Hickenbick. Em 1890, os primeiros grupos de italianos tomavam posse de seus lotes na então colônia ljuhy. De maio a dezembro do ano seguinte, chegaram mais 815 pessoas. Europeus na maioria, os colonos enfrentavam as dificuldades normais de uma ocupação isolada do mundo pelo mato.
Condenada ao fracasso, ljuí deu a volta por cima depois que o engenheiro Augusto Pestana, diretor da colônia a partir de 1899, se deu conta de uma evidência: seria mais fácil e barato assentar famílias que viessem com conhecimentos de agricultura. "O fato de virem imigrantes experientes de Silveira Martins e das colônias mais velhas facilitou o desenvolvimento", observa o historiador Argemiro Brum, 66 anos, da Universidade de Ijuí.
Origem: Material recolhido do fascículo especial do jornal Zero Hora, do dia 04/12/96, chamado "Origens do Rio Grande", tendo sido as reportagens efetuadas por:
James Marlon Görgen, Clarissa Eidelwein, Théo Rochefort, Klécio Santos, Marcos Fonseca, Luciane Ferreira, Mauro Maciel, Carlos Fonseca, Carlos Bindé, Marielise Ferreira, Itamar Pelizzaro; edição de Moisés Mendes e Mário Marcos de Souza; arte de Leandro Maciel, planejamento gráfico de Daniel Dias e Luiz Carlos Py; coordenação de Clóvis Heberle.
Editado por Roberto Cohen em 20/11/2003.
Ijuí, que na língua tupi-guarani significa "Rio das Águas Divinas", foi privilegiada pela diversidade de origem de seus habitantes. Seu povoamento deu-se por volta de 1880 através de imigrantes portugueses, alemães, italianos, poloneses, letos, austríacos, holandeses, árabes, suecos, russos e japoneses. Seus principais pontos turísticos são as Cascatas da Usina Velha, do Waslawick, das Andorinhas e Caxambu. Possui também três balneários: Fonte Ijuí, Lagoa Azul e do Chorão, todos cercados por árvores nativas, frutíferas e infra-estrutura para camping
Histórico:
Seu povoamento deu-se por volta de 1880 através de imigrantes portugueses, alemães, italianos, poloneses, letos, austríacos, holandeses, árabes, suecos, russos e japoneses.
Seus principais pontos turísticos são as Cascatas da Usina Velha, do Waslawick, das Andorinhas e caxambu. Possui também três balneários: Fonte Ijuí, Lagoa Azul e do Chorão, todos cercados por árvores nativas, frutíferas e infra-estrutura para camping.
“Migrar temporariamente é mais do que ir e vir - é viver, em espaços geográficos diferentes, temporalidades dilaceradas pelas contradições sociais. Ser migrante temporário é viver tais contradições com duplicidade; é ser duas pessoas ao mesmo tempo (...) é viver como o presente, e sonhar como o ausente. É ser e não ser ao mesmo tempo; sair quando está chegando, voltar quando está indo (...) É estar em dois lugares ao mesmo tempo, e não estar em nenhum. É, até mesmo, partir sempre e não chegar nunca.”
A Questão Agrária no Rio Grande do Sul
1. A Lei de Terras
Até julho de 1822, a terra era dividida em sesmarias; eram comuns as compras fraudulentas: por lei só era possível comprar uma sesmaria, mas era freqüente a compra de várias sob suborno. Era inclusive possível comprar terras de posseiros instalados em outras sesmarias. O proprietário da sesmaria chegava com seus derrubadores desalojando os habitantes da terra.
O segundo ciclo econômico, ou período não escravista conservava o domínio do Governo sobre todas as atividades destinadas ao uso da terra. A Lei de Terras de 1850, que mercantilizou o solo brasileiro, tornando obrigatória a sua compra, coincidiu, não aleatoriamente com o fim do tráfico de escravos, no mesmo ano. O objetivo da lei era afastar os escravos libertos e posseiros do acesso à terra.
A Lei de Terras baseou-se no pensamento wakefieldiano de “Colonização Sistemática”: “Terras virgens não deviam ser postas ao alcance das populações pobres por preços baixos, a elas acessíveis, porque se assim acontecesse, os homens e mulheres mais capazes se transformariam em produtores independentes em vez de se engajarem como trabalhadores nas propriedades dos latifundiários.” Esta tese demonstra o desinteresse absoluto pela existência de propriedade familiar, e pela mudança de sistema agrário colonial.
Os latifundiários do segundo ciclo coagiam os pequenos proprietários vizinhos para anexar esta terra à sua, e praticavam “violência no sentido de desalojar das melhores terras os ocupantes sem títulos, os posseiros ou intrusos.” Os nativos também eram considerados posseiros; não havia nenhuma lei que os defendesse.
Os posseiros tinham que viver cada vez mais afastados de sua terra original, pois os senhores da terra mandavam animais para quebrar suas cercas. A luta dos posseiros para sobreviver ao sistema latifundiário tem muito pouca visibilidade na historiografia.
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Mas se a lei restringia o acesso aos posseiros, apoiava os imigrantes: “As vantagens oferecidas pela lei provincial nº 229, de 4 de dezembro de 1851, incluíam a concessão gratuita de terras, despesa de transporte desde o porto de Rio Grande até as colônias, ferramentas e sementes, liberdade religiosa e pagamento de uma gratificação de três patacões, para cada imigrante entre 7 e 35 anos, ao agente encarregado na Alemanha."
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Após 1850, as regiões de matas também foram privatizadas, impedindo totalmente que as terras devolutas fossem apropriadas por lavradores brasileiros sem terras. Esta privatização deu-se sob alegação de que não restava mais lugar algum para plantar lavouras. A posse e a pequena propriedade só podiam se desenvolver à partir da apropriação de terras devolutas.
A instalação de propriedades não latifundiárias no Sul abriu espaço para a formação de uma classe camponesa no primeiro cartel do século XIX. O Governo distribuía pequenas propriedades com o objetivo de formar uma mão-de-obra de reserva. Esta mão de obra era formada de imigrantes e miseráveis agregados dos engenhos. A justificativa do Governo para esta distribuição de pequenas propriedades no Sul é, o interesse dos senhores em conversar com os “desprovidos”, acabando-se com a memória de luta dos camponeses pela terra. Era interessante para o Governo distribuir pequenas propriedades no Rio Grande do Sul, que era uma província que até então tivera pouca importância econômica, para salvaguardar sua imagem paternalista; alguns autores (por exemplo, Truda, 1930) sugerem, ainda, que a colonização européia teria como objetivo introduzir povos brancos para contrabalançar com negros e mestiços, considerados de raças inferiores.Era, também, interessante para a Coroa a produção cerealista, que era repelida pelos latifúndios.
Outra justificativa para a colonização era a suposta qualidade do trabalho:“Antonio José Gonçalves Chaves, sugeriu a imigração para a melhora da qualidade técnica da produção.”
A primeira leva de imigrantes no Rio Grande do Sul foi bastante problemática. Em 1824 chegaram os primeiros alemães em São Leopoldo. A colônia de São Leopoldo serviria de modelo para todo o projeto colonizador desenvolvido no século XIX. As promessas não foram cumpridas, as terras não foram demarcadas, o que causou um tumulto; o agrimensor só foi chamado cinco anos depois.
Depois de 1848, houve um surto de prosperidade das colônias. Foi proibido o trabalho escravo nestas regiões. As colônias mais prósperas foram: São Leopoldo, Rio dos Sinos, as margens dos rios Caí e Taquari, Santa Cruz, Santo Ângelo, Três Forquilhas, São Lourenço, Conde d’Eu, Dona Isabel, Caxias e Silveira Martins.
Em 1889 declinou a imigração alemã para o sul e aumentou a italiana para São Paulo. À partir de 1859, partiram apelos em defesa dos pequenos proprietários, que estavam cada vez mais em posição conflitante com o Governo e os latifundiários. O discurso oficial era modernizante, mas o arcaismo resistiu por todo o século XIX.
A cultura tradicional do Rio Grande do Sul é a pecuária latifundiária. A agricultura, que foi, em grande parte inserida pelos imigrantes, (mas muito por caboclos e escravos), mudou muito a economia. “No entanto, a colonização das terras florestais e o desenvolvimento da pequena propriedade agrícola estão profundamente relacionados à estratégia estabelecida pelos interesses dos latifundiários para o processo de transição.”
As terras pastoris, dos pecuaristas tradicionais gaúchos manteriam-se intactas, enquanto promovia-se “um processo de distribuição de terras florestais – privadas ou devolutas não utilizadas pela pecuária, para imigrantes europeus, sob um sistema de pequenas propriedades familiares.” O objetivo era mercantil: vender terras para colonos era muito lucrativo neste momento. As técnicas que os imigrantes traziam consigo eram vistas pela elite agrária do Rio Grande, como modernas em relação às brasileiras.
Colonos italianos durante desmatamento no século XIX.
Fonte: Revista Nossa História.
A Lei de Terras de 1850 permitiu que as elites do Sul distribuíssem as terras florestais aos colonos de acordo com seu “interesse”, inclusive excluindo lavradores nacionais pobres do acesso à propriedade.
Optou-se pela colonização por imigrantes e não por caboclos, por estes terem sido considerados pelas elites, vadios e incapazes de levar o progresso adiante. A negligência a este grupo de trabalhadores era tal, que se desconhecia a sua presença na região de matas que seria colonizada pelos imigrantes. Os nacionais tornaram-se posseiros sem direitos legais à terra que já ocupavam havia muito tempo: “No caso da colônia Ijuhy, por exemplo, a administração local reclamava que mais de 800 intrusos ocuparam lotes destinados a colonos imigrantes.”
Os caboclos expulsos das terras acabaram sendo os principais braços do desmatamento das colônias, quando se valoriza a presença dos estrangeiros, como responsáveis para o desenvolvimento local.
Índios e caboclos foram expulsos das terras ocupadas originalmente por força das guerras, da concentração fundiária ou por contágio de doenças trazidas pelos imigrantes.
Síntese
O núcleo da “colônia Yjuhy Grande” (foi este o primeiro nome) foi inaugurado no dia 19 de Outubro de 1890, quando se instalaram 22 pessoas na sede e pelo interior mais de 100 famílias. No dia 08 de janeiro de 1899, já havia uma população de 8500 pessoas, sete escolas, trinta e uma casas de comércio, dezesseis oficinas, e trinta e cinco estabelecimentos industriais e uma produção de dois mil contos de réis.
Os primeiros moradores foram os indígenas. Os imigrantes que foram chegando ao Rio grande do sul ocupavam então as terras que sobravam destas fazendas. Eram terras que não se prestavam á criação de gado. Eles se fixaram então nas terras de Planalto, ao norte do estado, onde havia muitas matas e um relevo mais dobrado do que na campanha.
Os primeiros imigrantes –os alemães –que chagavam ao Rio grande do sul a partir de 1824, fixaram-se na parte mais baixa dessas terras acidentadas. É o lugar que chamamos de Encosta inferior de Planalto. Os imigrantes italianos, que vieram ao Rio grande do sul a partir de 1875, localizaram-se nas terras, que chamamos de Encosta superior do Planalto.
Essas imigrantes fixavam-se sempre em terras próximas aos rios, pois a água era necessária para o uso e para a navegação.
Dessas primeiras localidades, onde se instalaram os imigrantes, saíram os que vieram povoar Íjuí. A agricultura desenvolvida em Íjui, na época da colonização era baseada na policultura de subsistência (cultivo de vários produtos agrícolas). O trabalho era feito pela família do colono, que plantava apenas para o seu consumo.
Com machados, foices e serras manuais derrubavam-se as matas e, mais tarde, as capoeiras, seguindo-se a “queimada”. A semeadura do trigo era manual, e a cobertura era feita com enxada. Milho e feijão plantavam-se, no inicio, com o saraquá e,depois, com a maquina manual.O uso do arado com tração a animal veio aumentar a eficiência do trabalhador.Também a introdução de trilhadeira movida à força animal e, depois,pelo motor, para a debulha dos grãos de trigo,arroz e feijão ,permitiu a excedentes que favoreciam a comercialização .
A agricultura em Ijuí percorreu etapas diferenciadas. No início (1890-1895), a Colônia conseguia sua subsistência. Depois se baseou principalmente na produção de culturas que viessem suprir as necessidades básicas dos agricultores. Plantavam-se principalmente milho, feijão, outros cereais e vinha.
A produção de milho estava ligada à criação de suínos, que forneciam a carne e a banha. Havia também grandes produções de cana, de que se fabricava aguardente, melado e rapadura para o consumo interno.
Com a construção de estradas e pontes que permitiam a saída dos produtos agrícolas ate a estação de estrada de ferro mais próxima -Cruz Alta- gerou-se um novo dinamismo com a produção de produtos de fácil exportação, que atingiu o máximo com a abertura da via férrea ,em 1911 ,e se manteve estável até 1932.
A partir de 1939, a produção elevou-se novamente, mas nunca chegou ao volume de 1920. A partir de 1947 até 1950, a produção decaiu novamente e as culturas do milho,do feijão e da batata inglesa alcançaram uma produção muito reduzida.
Considerações finais
Ao realizar esse trabalho, conseguimos esclarecer todas as nossas dúvidas. As professoras foram atenciosas, mostrando-se dispostas a nos ajudar. Sentimos dificuldades em lidar com o computador, mas com a orientação das professoras conseguimos realizar todas as tarefas pedidas. Tudo resultou em um ótimo trabalho, mesmo sendo um pouco cansativo, devido, ao longo tempo, ao qual tivemos para fazer.
Bibliografia:
Ensino da história e geografia na 4ª série. Jaime Calai (Organizador)
. Editora: Unijuí
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Comments (4)
Anonymous said
at 10:44 pm on Apr 26, 2007
Olá meninas! A 1ª versão do Mapa conceitual está muito bem. Não esqueçam que precisam realizar a 2ª versão do mesmo. Verifiquem se todas as dúvidas estão contempladas na pesquisa. Realizem o texto final e não esqueçam de citar a bibliografia. Vera e Noemi
Anonymous said
at 10:48 pm on Apr 26, 2007
Dêem uma olhada quanto a formatação do texto, há parágrafos com outras cores que não deixam claro a intençã, pois a estética é muito importante na apresentação da página.
Vera e Noemi
Anonymous said
at 4:56 pm on May 1, 2007
Estive lendo o trabalho de vocês e achei bom, no entanto o texto está muito longo.Dêem um lida e vêem se não há possibilidade de dividir em dois assuntos. Ok? Profª Neiva
Anonymous said
at 5:14 pm on May 7, 2007
Olá meninas parabéns pelo trabalho. Achei muito bom a produção do grupo. Conseguiram realizar muito bem a síntese, resumindo a pesquisa realizada. A 2ª versão do Mapa Conceitual deve ser postada. Ok? Não esqueçam. Outro alerta, de preferência devam postar o texto final que é a síntese e outras colocações do grupo no side bar. Noemi
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